Sex, 10 de Setembro de 2010 11:28 - Escrito por Rodolfo Beccari de Oliveira

A equipe do RagnaTales foi convidada para conhecer a Level Up. Entre um café e outro, conversamos sobre o funcionamento da empresa, a terceira geração de Ragnarök Online e a instabilidade do Odin. Confira o que rolou na entrevista exclusiva!
Ao chegarmos no décimo primeiro andar do prédio situado em área comercial nobre de São Paulo, reconhecemos o enorme logotipo familiar - dessa vez prateado - que nós vemos todo dia na tela do nosso computador.

Fomos atendidos por uma simpática recepcionista que nos ofereceu café e água e pediu para esperarmos. Enquanto conversávamos sobre o jogo, notamos a parede com quatro relógios mostrando o horário de São Paulo, Manila, Seul e Beijing, cidades situadas em países que tem ligação com a Level Up. Ao lado, um poster gigante de Ragnarök comprovava onde estávamos. Dali, fomos levados a uma sala para conhecer Paulo André Montini e Léo de Biasi. Em uma conversa informal discutimos sobre a história e o funcionamento da empresa, o sistema de tickets, e o presente e futuro de Ragnarök Online no Brasil. 
Focando em países em desenvolvimento, a Level Up foi fundada em 2002 nas Filipinas e posteriormente em 2004 no Brasil. Sendo a pioneira no quesito de games online no país, ao trazer Ragnarök Online, a empresa teve certas dificuldades a lidar. "Ninguém sabia muito bem o que era um jogo online naquela época e foi investido muito dinheiro para se fazer saber o que é exatamente um jogo online" diz Paulo. Atualmente a Level Up conta com oito jogos locais, ou seja, jogos que são administrados pela empresa e que possuem servidores aqui no país.
Tivemos a oportunidade de conhecer melhor o que a empresa pode ou não fazer. É importante ressaltar que nem tudo que os jogadores reclamam está sob a jurisdição da Level Up. Sendo uma publisher, a empresa está autorizada a exercer e distribuir o jogo no Brasil mas deve consultar a desenvolvedora Gravity quanto a qualquer mudança no jogo. Como o Ragnarök existe em vários países, é importante consultar a disponibilidade da Gravity. Paulo confirma que "tudo tem que ser discutido com bastante antecedência" e Léo completa dizendo que"o jogo (quest ou evento) que vocês estão jogando hoje na verdade pode ter sido pensado e desenvolvido há doze meses atrás".
Uma curiosidade que nós do RagnaTales temos, assim como todos os jogadores do bRO, é saber como se dá o funcionamento interno da Level Up Games. Muitas pessoas tem dúvidas quanto a eficiência do sistema de tickets. Apesar de afirmarem existir uma quantidade suficiente de pessoas para lidar com eles, o volume é a grande barreira que a equipe da Level Up tem a vencer. Léo adiciona que o conteúdo da maioria dos tickets é, por exemplo, exigências de jogadores que querem os créditos no momento que pagaram o boleto bancário (lembrando que o crédito está sujeito à compensação bancária) ou ainda reclamações técnicas sobre o computador não ligar.
Tendo isso em vista, questionamos sobre o fato de não existir um telefone gratuito para entrar em contato com a Level Up. Os jogadores que não residem em São Paulo devem fazer uma ligação interurbano se quiserem optar por não usar o sistema de tickets. Paulo nos disse que a empresa não tem nenhum planejamento a curto prazo e nem está interessada em criar um 0800. Porém, nos deu uma resposta indiscutível: "Às vezes (o jogador) tem que mostrar alguma coisa (provas de alguma acusação, screenshots). No final das contas vão acabar falando: então me manda a prova por ticket". Léo completa: "Não queremos que o jogador gaste seu pulso telefônico. A meta é otimizar cada vez mais o sistema de ticket para que seja mais tranqüilo e mais fácil de a pessoa usar e diminuir o uso de qualquer outro recurso". Portanto, se quisermos ver uma melhoria no atendimento da Level Up, devemos também detalhar mais o conteúdo dos nossos tickets evitando enviar mais de uma reclamação sobre o mesmo problema.
Por outro lado, é complicado para os jogadores mandarem apenas um ticket quando o problema se prolonga por muito tempo, como a atual instabilidade do servidor Odin. "Quando é uma coisa mais grave, vocês não tem uma noção da quantidade de procedimentos e pessoas envolvidas para resolver isso, causa um alarme na empresa" explica Léo. Apesar de a Level Up possuir uma pessoa da Gravity para que se torne mais fácil a análise de instabilidades, muitas vezes ela deve recorrer ao outro lado do mundo para conseguir respostas. "Não podemos esquecer que a Coréia está onze horas na nossa frente. Enquanto a gente trabalha aqui, eles estão dormindo lá", diz Paulo. 
Pessoal da Level Up no seu dia-a-dia
Deixando os problemas de lado e chegando agora as boas notícias, perguntamos aos dois o que eles pensam do Renewal, o sistema que mudará totalmente o Ragnarök que conhecemos hoje. "Qualquer mudança feita para melhorar o jogo é bem-vinda, desde que não seja um afastador da comunidade já existente e que traga coisas que mantenha o interesse de quem está jogando". Léo e Paulo acreditam que a terceira geração de Ragnarök Online pode trazer jogadores novos quanto os antigos, que pararam de jogar pelo grinding cansativo.
Decorações para inspirar o ambiente de trabalho
Nas 3 telas grandes: o monitoramento de tudo que se passa nos 8 jogos
Se você leu nossa entrevista com Júlio Vieitez, CEO da Level Up, já está sabendo que a Gravity reserva uma surpresa feita especificamente para o Brasil. Tentamos retirar algumas informações sobre essa exclusividade, mas com os olhos brilhando não puderam nos revelar. Ao menos agora podemos supor que é algo grandioso, pois como disse Léo, "mostra a importância de como está o Ragnarök no segmento brasileiro".
A nossa cobertura termina aqui. Eu e toda equipe do RagnaTales mostramos a vocês o lado da Level Up. Devemos lembrar que qualquer coisa que afete o jogo, também afeta a empresa. E com essa entrevista, podemos ver uma série de dificuldades que a Level Up enfrenta para manter o nosso jogo do dia a dia. É como dizia Raul Seixas: "Se é de batalhas que se vive a vida / Tente outra vez"... ;)
Chev, Rodolfo (FMA) e Everton (SeRaoS) em um poster gigante do Ragnarok
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dentro, com funcionários humanos como nós.
Eu achava que a Level UP era bem diferente, algo como salas escuras com
computadores ligados, e algumas paredes de vidro separando os funcionários, e
para os moderadores e os GMs, salas especiais com uns 10 monitores ao redor de
cada um, e todos equipados com sensores mentais para captar oscomandos
executados pela mente.